Ainda menino eu já colava pedaços da Europa e da Ásia em grandes cadernos. Eram fotografias de quadros e estátuas, cidades, lugares e momentos.
Murilo Mendes
Tinha de morrer da Europa. Eis a história de Pedro, da pedra, da eternidade.
Silviano Santiago
Retratos-relâmpago, de Murilo Mendes, obra composta em duas séries (a primeira, escrita em 1965/1966, em Roma, e a segunda, abrangendo textos, escritos entre 1971 e 1975) reúne “retratos” de escritores, pintores, músicos e artistas plásticos. Estes nomes compõem uma rede de referências que denuncia as preferências de leitura, de amizade e de gosto artístico do poeta.
A leitura dessa obra revela momentos saborosos em que o autor resvala da informação didática ao comentário pessoal que cede à emoção, como no retrato de Rafael Alberti:
A via Monserrato no centro histórico da Roma rensascentista, a dois passos da via Giulia, assistiu à formação de um núcleo substancial de espanhóis a partir do século XVI.[1]
Vemos, então, o “retratista” Murilo passar da referência geográfica e histórica para a indagação reveladora de sua perplexidade subjetiva e de uma preferência: seu amor pela Espanha:
Como pode um homem ser espanhol e ficar durante trinta anos longe da pátria? É terrível. Principalmente tratando-se de um homem de cultura, capaz de alcançar na sua totalidade a dimensão espanhola. Eis o que muitas vezes me pergunto quando encontro Rafael Alberti ou folheio seus livros. Mas o exilado suporta com paciência esta interminável prova, já que, espanhol, não quer usar o raciocínio que eu, brasileiro, uso:” “Minha aversão ao regime franquista é menor que meu amor à Espanha, por isso visito-a sempre que posso”. (op. cit p.1223)
Como se vê, há muito sentido por trás do raciocínio de Murilo que não dispensa a ida afetiva à Espanha, mesmo repudiando o regime ditatorial de Franco.
Este excerto mostra bem o prazer do texto de Retratos-relâmpago que, a cada página, proporciona encontros às vezes inusitados e surpreendentes, já que nem sempre, se esperava aquele nome naquela sequência. O que motiva algumas “entradas” no texto de Retratos-relâmpago, ora são viagens, ora são recordações, aparentemente casuais ( as cidades fazem-no lembrar-se de seus habitantes, artistas, poetas, etc.).
Do que falamos até o momento, fica claro que o que norteia Retratos-relâmpago é a falta de unidade e de propósito objetivo, já que o leitor percorre os “verbetes” sem um indiciamento lógico pré-definido. O interessante é que esta escassez de orientação prévia, sugestiva ao leitor de que ele embarca em um périplo mais próximo a uma viagem sentimental, chegou a incomodar Murilo Mendes. É o que lemos nas “Notas e variantes” de Retratos-relâmpago, na Poesia Completa e prosa: “Este livro foi escrito em1965-66. Desde esta época sei que lhe falta unidade estrutural. Se eu dispusesse de tempo, gostaria de ordená-lo diversamente. Caso não possa fazê-lo, poderia ser publicado assim mesmo” (Op. Cit. 1702).
Logo adiante, Murilo muda de tom e passa a explicar, com indisfarçável satisfação, alguns “truques” de composição da obra, que, ao leitor menos avisado ou mais esquecido, poderiam passar despercebidos. Sobre o retrato de Raimundo Correia, elucida: “em alguns casos, dispensando aspas, inseri no texto palavras de escritores abordados.”Raimundo Correia”, logo se vê, resulta numa colagem.”
E visando a uma melhor recepção do verbete “Victor Hugo”, revela e conclui: “no capítulo sobre Victor Hugo, a frase de Macedonio Fernández não se refere ao poeta: mas penso que lhe pode ser aplicada com justeza”.
Detenhamo-nos no caso de Raimundo Correia e já teremos a primeira chave do texto “sem unidade” desta obra que, de resto, mimetiza o processo de coleção que motivou, tanto a vida, quanto a obra desse autor, e cujo sentido procuraremos captar nesta leitura.
O processo de colecionar, para Murilo Mendes, funciona como uma tentativa de estabelecer laços e conexões, numa espécie de rede de dados culturais, artísticos e afetivos. O sentido dessa busca pode ser identificado a partir de sua obra, suas coleções de livros e de artes plásticas, sua vida entre dois mundos, com viagens lá e cá, onde as cidades recortam os nomes de escritores e artistas, em uma série em que o poeta se filia com entusiasmo.
Voltando ao retrato de Raimundo Correia em Retratos-relâmpago (op.cit. 1211), vemos que Murilo incorpora versos de Correia em seu texto. Por gostar deles, seleciona-os e os usa renovadamente. Assume assim a pilhagem: “(...) mas, esperto, tomo nota desses adjetivos elegantes, desse metro flexível. Atingira o teu golfão ( ou gólfão) de odes e sonetos”.
Colecionar, para Walter Benjamin[2], coaduna-se com as ações e fatos enumerados a seguir:
1. a renovação do mundo velho ( para as crianças, colecionar é um processo de renovação);
2. o colecionador tem fascínio pelo objeto colecionado e quer encerrá-lo num círculo mágico.
Dessa forma, podemos dizer que Murilo Mendes parece ter sido “iluminado” por estas duas dimensões de Walter Benjamin: a renovação e a magia. Observemos que cada “adjetivo” de Raimundo Correia, assim como seu ritmo parecem ser inseridos nestas duas direções. Observemos o cotejamento dos textos de Murilo Mendes e os recortes de Raimundo Correia que ele fez:
Com teu livro na mão debruço-me à janela procurando distinguir, na cidade sem mar, bater aos pés de Vênus o coração das águas satisfeito. (Murilo Mendes)
De um mar à borda eu me debruço aflito... (Raimundo Correia)[3]
Vem-me o banzo, imensa, imensamente; retiro-me arrastando o largo manto do luar; mas esperto tomo nota desses adjetivos elegantes, desse metro flexível. Atingira o teu golfão (ou gólfão) de odes e sonetos. (Murilo Mendes)
Banzo
Visões que n’alma o céu do exílio incuba,
(...) E cresce n’alma o vulto (...)
De uma tristeza, imensa, imensamente... (Raimundo Correia)
Plenilúnio
Lua dos tristes e enamorados,
Golfão de cismas fascinador! (Raimundo Correia)
Há, ainda segundo Benjamin, no processo de colecionar uma tensão entre a ordem e a desordem, entre o todo e o fragmento, pois o colecionador gostaria de encerrar o objeto em uma ordem, mas como cada peça faz limite com uma lembrança, já se vê que é preciso renunciar ao ideal de totalidade, para se ater ao reino da alegoria, mais compatível com a lógica da coleção inacabada, do lugar da falta, sem remédio, do Outro.
Sobre o processo poético e (poderíamos dizer) de colecionador de Murilo Mendes, é interessante o que Raul Antelo anotou sobre a parte em espanhol do acervo bibliográfico do poeta:
A crise do liberalismo e da autonomia individual se traduzem, então, para Murilo não só na busca de um complexo barroco, jesuítico e ibérico, de fundo anticartesiano que representaria a primeira manifestação da cultura supra-nacional. Ele passa a apostar, com a mudança para a Itália, na impossibilidade de desenvolver a persoanalidade num mundo em que a descontinuidade, a desintegração e a dissociação se alastram. Fica-lhe apenas a certeza da construção a partir dos restos(grifos nossos).[4]
Enquanto colecionador de restos e rastros, Murilo dá à lógica afetiva uma dimensão política.Vejamos um exemplo de valorização do afeto. Em um dos livros do seu acervo bibliográfico, pode-se ver que o próprio Murilo valoriza a marginália, isto é, o que outros manuscreveram em livros, que, de alguma forma, passam a pertencer o poeta. No caso específico, referindo-se a um livro de Johannes Joergensen, lido por Ismael Nery, Murilo constrói sua própria margem no livro com a seguinte anotação:
Este livro contém, a pgs. 175,176 e 240, anotações de Ismael Nery, e as suas iniciais autógrafas. É um livro-relíquia.
Rio, 6.4.1934 - M. M. [5]
Agora vejamos a perspectiva política, no sentido amplo do termo, que a coleção do poeta também abrange. Entre o afetivo e o social, o fabular e o histórico o que se tem, notadamente, é o traço compósito e híbrido deste processo específico de colecionar. Recorramos à fortuna crítica muriliana, que conta já com importantes trabalhos, dos quais destacaremos, o de Murilo Marcondes de Moura[6] e as observações de Silviano Santiago sobre o autor. O primeiro destaca a vocação universal de Murilo Mendes em um trabalho rigoroso, e comprovado na análise cuidadosa de poemas.Silviano Santiago, por sua vez, afirma, sempre lucidamente, que:
Murilo, ao estabelecer uma dicotomia entre tempo e eternidade complica o esquema temporal da história moderna. O tempo histórico caminha em linha reta, mas o tempo cristão, redenção do tempo histórico converte a linha reta num círculo.[7]
Mais à frente, Santiago diz que Murilo Mendes trabalha com o discurso histórico e social com uma linguagem fabular.
Veremos, pois, que, através dos recursos à memória e à viagem, que resultarão na coleção (sua vida, sua obra, seus acervos) o poeta colaborou, através da inclusão do elemento mítico, com o redimensionamento do diálogo entre o local e o universal, sempre importante na cultura brasileira. Indo para a Europa, para Roma, o poeta do olho armado vai e volta aos seus locais de cultura e afetividade. Retorna à infância, viaja à Península Ibérica, escreve em outras línguas e, principalmente, constrói acervos.
Colecionar, no entendimento de Walter Benjamin, significa não apenas inventar, mas, principalmente, re-utilizar. A re-utilização do objeto, então, revela o enfoque da margem e da periferia.
Um importante texto de Willi Bolle sobre Benjamin assinala a sobreposição da figura do colecionador-trapeiro à do colecionador burguês. A irônica montagem alegórica compõe-se da figura do trapeiro, do historiador materialista, mas inclui também a do burguês. Este último entra no cenário moderno como observador, aparentemente seguro, do espetáculo do mundo. Na margem, e recolhendo lixo, o descartado, está o trapeiro que forma com o burguês um quadro desconforme e precário. A visionária paisagem de Benjamin mostra a dimensão da periferia e seu lugar necessariamente desestabilizador.
Vinculando o problema do centro x periferia à pesquisa que desenvolvemos com os acervos de Murilo Mendes, podemos observar como esta questão perpassa a vida e a obra do poeta.
De seu livro-coleção Retratos-relâmpago, retiramos o exemplo. Ao fazer o “retrato” de De Chirico, Murilo aproveita para incluir o Brasil que entra em cena, através de uma referência do português Jorge de Sena, também recolhida pelo poeta:
Desde a primeira época da formação do surrealismo informei-me avidamente sobre essa técnica de vanguarda, a qual, embora eu não adotasse como sistema, me fascinava, compelindo-me à criação de uma atmosfera insólita, e ao abandono de esquemas fáceis e previstos. Tratava-se de um dever de cultura. O Brasil, segundo Jorge Sena, é surrealista de nascimento, de modo que minha “conversão”, ainda que parcial, àquele método, não foi difícil. Fenômeno análogo verifica-se com Ismael Nery. Não é um pintor surrealista ortodoxo, mas em muitos quadros e desenhos levanta uma realidade autre, na linha surrealista da invenção e metamorfose; sem perder a força plástica. Entre os anos 20 e 30 fora à Europa duas vezes, conhecendo pessoalmente alguns membros do grupo, em Paris. Trouxe-me abundante documentação sobre o movimento, em especial sobre De Chirico e Max Ernst (outro que me inspirou), cujos nomes ainda estavam longe da irradiação atual (Op. cit. P. 1270/1).
É ainda a realidade latino-americana que salta ao centro da página, quando o retratado é Pablo Neruda. Sobre o poeta chileno, Murilo fala apaixonadamente, já que a morte de Neruda assume a conotação trágica dos destinos fadados a serem as vítimas diretas das ditaduras sul-americanas. Páthos e signo recortados, unidos na coleção, mostrando a História da periférica América Latina:
As erínias-pinochets, montadas em carros de fogo/cólera, desencadeiam o terror no teu profundo Chile cortam tua palavra saqueiam tuas residências queimam teus papéis. Imediatamente tua morte particular protesta contra a morte plural (Op. Cit. p. 1285).
Através das escolhas de textos, autores, etc., transparece o dado da amizade – a philía. Este elemento está por trás das traduções de cultura que o poeta-viajante precisou fazer.
A afetividade e a mirada sobre o seu próprio tempo, eis os ingredientes da utopia e o sentido da memória que agem em direção ao futuro. Assim entendemos a utopia muriliana, feita de restos que o dispositivo memorialístico,escondido por trás do impulso colecionador, denuncia. Olgária Matos, ao comentar sobre “as imagens dialéticas” de Walter Benjamin, a partir de uma “conversa” com Willi Bolle, afirma em palavras que poderiam se aplicar ao caso de Murilo Mendes:
O que a história do fait accompli encerra , a memória pode reabrir. Recusando o veredito da ordem estabelecida, o “despertar histórico” é um dépaysement diante do qual a ciência recua.Por um ato inaugural, a “presença de espírito” – essa arte de captar o instante – revela que nada é menos certo que o sentido único das coisas. Mistério sem iniciação, o olhar requer memória e imaginação[8].
Da questão da utopia que resulta da amizade e da mirada histórica, passaremos a um outro ponto de interesse de Retratos-relâmpago. Trata-se da dicção e do formato de pequenos ensaios que se podem observar em cada um dos retratos que formam o conjunto da obra.
O hibridismo, aqui resultado da junção de literatura e ensaio confirma mais uma vez a duplicidade como processo subjacente à construção do texto de Murilo em vários aspectos. Silviano Santiago já tinha apontado para a presença do discurso histórico-social conformado em uma engrenagem fabular.
Observemos então a união ensaio/literatura na passagem abaixo:
Que descobre do alto do seu cavalo o filósofo, guerreiro malgré lui, já agora felizmente sem espada e sem atributos? “Multidões sem número, religiões, ritos incontáveis, navios de toda a espécie que navegam na calma ou na tempestade, a diversidade da gente que nasce, vive desaparece. {...} A vida de outros que em tempos remotos existiram neste mundo, avida que será vivida depois de ti, a vida que hoje se está vivendo no meio de povos longínquos. Quantos nem ao menos conhecem o teu nome! Quantos depressa o esquecerão! Pensa como vale pouco a lembrança, a glória e qualquer outra coisa.
Além do travertino, além das ruínas do império que segundo Sherley escolheu o mundo como presa, Marco Aurélio considera do alto do seu cavalo a luta próxima ou distante das facções políticas, potências disputando-se a bomba atômica. Vê um astronauta subir ao cosmo e morrer mais tarde que nem um bicho qualquer. Contempla o nascimento da coisas há trilhões de anos, o silêncio absoluto antes do princípio, o silêncio do fim. Rumina o fim de tudo, inclusive dos turistas que o estão fotografando. Acha-se bem ajustado ao seu cavalo e à ordem (?) cósmica. Se vivesse hoje seria provavelmente um físico nuclear ou um biologista. Teve o senso das coisas concretas, a clara intuição da interdependência dos seres e dos povos, do inserimento do homem na comunidade, da descoberta de novas terras. Poucos meditaram tão intensamente sobre a natureza com suas metamorfoses, o enigma da vida e da morte, a crueldade dos homens, nossa condição existencial. Precursor de Lavoisier, escreve: o que se crê perdido é simplesmente transformado.
Estudando seu livro, impressionou-me a atualidade da figura de Marco Aurélio, herdeiro da sabedoria estóica, continuador da lição de Epiteto, que trabalhou tanto para instaurar as teoria abstratas o método-praxis da verdade, fundado na razão e na observação da natureza (Op. Cit. p. 1198/9).
A figura de Marco Aurélio filósofo fascina Murilo, leva-o também a refletir sobre a brevidade dos séculos, a fugacidade da vida e a sensata sabedoria daqueles que se colocam em perspectiva universal ou transferem o drama humano para uma dimensão cósmica.
Na verdade o que se tem aí é o Murilo Mendes leitor, generoso, entusiasmado com a fala do outro a descobrir e a incorporar na sua própria.
Para Adorno, o ensaio é o lugar da presença do Outro e , portanto, do afastamento e mesmo da ausência do EU. O que outros filósofos alemães repudiavam no ensaio - ser um produto híbrido – é que motiva Adorno em seu reconhecimento de que o ensaísta:
Ao invés de executar algo científico, o seu esforço ainda espelha a disponibilidade infantil, que, sem escrúpulos, se entusiasma com aquilo que os outros já fizeram. O ensaio reflete o amado e o odiado, ao invés de conceber o espírito como uma criação a partir do nada, segundo o modelo de uma ilimitada moral do trabalho. O álacre e o lúdico são-lhe essenciais. Ele não começa com Adão e Eva, mas com aquilo de que quer falar; diz o que lhe ocorre, termina onde ele mesmo acha que acabou e onde nada mais resta a dizer: assim ele se insere entre os despropósitos[9].
Como se vê, a definição de Adorno pode servir perfeitamente para a compreensão de Murilo Mendes tanto em sua vida, quanto em sua obra.
Murilo Mendes é antes de tudo o leitor eufórico, o amigo que ganha presentes, que os coleciona, e o viajante que vive entre dois mundos. Quando, morando em Roma, tem o Brasil por objeto de interesse; quando descobre afetivamente Portugal; quando faz retratos daqueles cujos quadros, composições e livros o fascinam, Murilo é, antes de tudo, o poeta que inaugura seu próprio cosmo, tentando imprimir sentido a sua busca permanente.
[1] Murilo MENDES. Retratos-relâmpago. In: Poesia completa e prosa. Org. Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1994. Todas as demais referências a Murilo Mendes são extraídas dessa edição.
[2] Walter BENJAMIN. Rua de mão única. Obras escolhidas II. Tradução Rubens Rodrigues Torres Filho / José Carlos M. Barbosa. São Paulo: Brasiliense, 1987 p. 228/9.
[3] Os versos de Raimundo Correia são da edição: Raymundo CORRÊA. Poesias. (Edição Portuguesa). Lisboa, 1898. (do acervo de Murilo Mendes da UFJF)
[4] Raúl ANTELO. Murilo Mendes lê em espanhol. In: I e II Congressos de Literatura Comparada. UFMG. BH, 1987, p. 537.
[5] Anotações de Murilo Mendes no livro Pèrterinages Franciscains de Johannes Joergensen. (obra pertencente ao acervo bibliográfico de Murilo Mendes da UFJF)
[6] MOURA, Murilo Marcondes de. Murilo Mendes – A Poesia como totalidade. São Paulo: EDUSP – Giordano, 1995.
[7] Silviano SANTIAGO. A permanência do discurso de tradição no modernismo. Nas malhas da letra. São Paulo. Cia. das Letras, 1979, p.110.
[8] Olgária MATOS. Willi Bolle por Olgária Matos. In: Literatura e sociedade. DTLLC/FFLCHUSP. São Paulo, 1996, p. 127/8
[9] Theodor ADORNO W. O ensaio como forma. Org. Florestan Fernandes. São Paulo. Ática. 1986, p. 168.